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Momento econômico favorece compra de imóveis segundo corretores

Com correção pelo IPCA e juros menores, a alternativa lançada pela Caixa é apontada como uma boa alternativa para quem consegue quitar o financiamento em até 10 anos.

Publicado em 04 de de 2019 às 09:25 AM

O otimismo no mercado imobiliário, que é embasado pela projeção de inflação máxima de 3,54% para 2019, pelo aumento do teto do valor dos imóveis que se enquadram no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e pela previsão de crescimento de até 15% nas vendas de unidades residenciais neste ano, ganhou um novo reforço.

A Caixa Econômica Federal anunciou em agosto uma nova modalidade de financiamento: o crédito imobiliário com correção pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o índice oficial da inflação, medido mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesse caso, os juros prefixados são menores. A taxa mínima será de 2,95% e a máxima 4,95% ao ano.

Até então, os contratos de financiamento feitos pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), utilizado para imóveis de até R$ 1,5 milhão, tinham correção atrelada à Taxa Referencial (TR), que está zerada desde 2017, e juros mais altos, com variação entre 8,5% e 9,75% ao ano.

Na prática, significa que hoje o consumidor poderá escolher qual modalidade melhor atende seu planejamento de quitação. Analistas do mercado imobiliário ressaltam que a nova modalidade pode ser interessante principalmente para quem terá condições de quitar o financiamento em um prazo máximo de 10 anos. Isso porque existe risco de uma maior variação do IPCA a longo prazo, o que pode deixar o saldo devedor mais alto.

Prestações menores

A nova modalidade de financiamento da Caixa, disponibilizada desde 26 de agosto, é válida para imóveis novos e usados. Quem fizer tal escolha, poderá ser beneficiado com prestações mensais até 51% mais baratas, segundo a Caixa.

A renda para conseguir o financiamento também pode ser menor. Uma simulação feita pela própria instituição bancária, ilustra bem o cenário. Na compra de um imóvel no valor de R$ 300 mil, na taxa antiga de 9,75% ao ano + TR nula, o cliente precisa ter renda mensal de R$ 10.500,00 e pagará a prestação inicial no valor de R$ 3.168,00. Na nova modalidade, para a taxa de 4,95% ao ano, a renda pode ser de R$ 10.250,00 com prestação inicial de R$ 2.050,00. Já para a taxa de 2,95%, a renda pode ser de R$ 7.830,00 com prestação inicial de R$ 1.566,00.

 

Converse com um corretor, visite o empreendimento, faça simulações de financiamento e comprove que este é um bom momento para comprar o seu imóvel.

 

Fonte: G1

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